quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Orgânicos - certificação obrigatória só será exigida em 2011

Orgânicos - Certificação obrigatória só será exigida a partir de 2011




Brasília - A certificação obrigatória dos produtos orgânicos, que será exigida a partir de 31 de dezembro de 2010, vai além de seu objetivo – a regulamentação do mercado, inclusive com os mecanismos de controle a cargo do Estado. A exigência entraria em vigor no dia 28/12/2009, mas o prazo para os produtores se adaptarem foi prorrogado até o final do ano que vem.

Para os envolvidos no processo, é preciso também derrubar mitos, dos quais o principal é a crença generalizada de que os produtos orgânicos são muito mais caros do que os convencionais.

Apesar da crescente demanda, a agricultura orgânica ainda ocupa pouco espaço nas 5,2 milhões de propriedades rurais do país.

Dados do Censo Agropecuário 2006, divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que apenas 1,8% do total de produtores usam tal técnica.

Os ramos mais frequentes são a pecuária e criação de outros animais (41,7%) e a produção de lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão, os Estados Unidos e a União Europeia.

A preocupação com a saúde e o meio ambiente é um dos fatores que explicam o aumento da procura por alimentos orgânicos, em todo o mundo. Na produção orgânica, não podem ser usados agrotóxicos, adubos químicos e sementes transgênicas, e os animais devem ser criados sem uso de hormônios de crescimento e outras drogas, como antibióticos.

Além de produzir alimentos considerados mais saudáveis, na agricultura orgânica, o solo se mantém fértil e sem risco de contaminação. Os agricultores também ficam menos expostos, já que a aplicação de agrotóxicos, sem os devidos cuidados, é nociva à saúde.

Para controlar esse modo de produção, ainda com carência de dados sobre a quantidade de produtores e a área ocupada e de políticas públicas para seu desenvolvimento, o governo criou o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), cujo selo será permitido a partir do momento em que o produtor estiver de acordo com as novas regras. O selo deverá estar em todos os produtos orgânicos brasileiros. A exceção é para os produtos vendidos diretamente por agricultores familiares.

Fonte:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Desejo que o Natal de todos nós seja abençoado com a paz de Cristo, e que em cada coração reine a fé, o amor e a esperança de um mundo melhor.




(...)
Mudemos nós o Natal. Abaixo o Papai Noel, viva o Menino Jesus! Em vez de presentes, presença – junto à família, aos que sofrem, aos enfermos, às famílias das vítimas de crimes, às crianças de rua, aos dependentes de drogas, aos deficientes físicos e mentais, aos excluídos.

Façamos da ceia, cesta a quem padece de fome, e do abraço, laço de solidariedade a quem clama por justiça. Instalemos o presépio no próprio coração e deixemos germinar Áquele que se fez pão e vinho para que todos tivessem vida com a fartura e a alegria.

Abandonemos a um canto, a árvore morta coberta de lantejoulas e plantemos no fundo da alma uma oração que sacie nossa fome de transcendência.

Deixemo-nos, como Maria, engravidar pelo espírito de Deus. Então, algo de misteriosamente novo haverá de nascer em nossas vidas.

Texto de Frei Beto



 
FELIZ NATAL!!!
 
Um abraço a todos
Dani

sábado, 19 de dezembro de 2009

E por falar em mudanças climáticas...

Hoje escreverei um pouco sobre toda essa manifestação que está acontecendo sobre as mudanças climáticas e o que o governo pode fazer para mudar isto.

Na minha humilde opinião, para conseguirmos ao menos diminuir toda essa degradação ambiental, o primeiro a se mudar são os valores. Sim, os valores morais, sociais e espirituais.


Esses dias ao assistir a Tv Escola, um especialista falava sobre as mudanças climáticas, e o que mais me chamou a atenção, foi quando ele disse que os jovens precisam mudar os sonhos. Quando ele era mais jovem, estudava para ter uma profissão, poder comprar um carro e trocá-lo todo ano, ter o melhor celular, o melhor ar-condicionado, o melhor, o melhor, o mais avançado. Essas idéias não cabem mais na nossa realidade. O jovem deverá mudar os sonhos, para sonhos de verdade, sem essas coisas materiais, passageiras, transitórias, poluidoras.
O capitalismo já foi, está no caos, e nós na luta para administrarmos o caos.
Se essa máquina consumismo não reduzir em milhares de km/h, daqui há alguns anos a temperatura irá aumentar em 2ºC sim. E isso depende de todos nós, não apenas do governo.


Aqui onde moro, é a cidade das cerâmicas, então imaginem, o povo só quer saber de extrair barro e plantar eucalipto, seja onde for. Se alguém se manifesta, parece que é um egoísta sem alma, pois: "Eu não estou fazendo mal pra ninguém, só preciso ganhar meu dinheirinho para sustentar meus filhos", sim, é isso que ouvimos.
Falta conscientização. Se eles tomarem consciência que se continuarem assim, os filhinhos deles vão sofrer horrores por calor e falta de água, o dinheiro não seria tão importante.

"Quando a última árvore tiver caído,
Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come."


Que não sejamos ultrapassados por não ter lap-top, palm-top, mp10, ... Vamos presentear nossos filhos com um passeio a beira mar, uma cavalgada na montanha, uma tarde no parque, um sorvete na praça, isso são presentes que duram a vida inteira, e não somente enquanto for moda.
Ah essa moda, quem inventou isso?

Voltemos a SER ao invés de TER.

Se entendêssemos o que Cristo falou, nada disso estaria acontecendo. Mas para esse mundo, Ele foi apenas um louco por querer ensinar o Amor a Deus, ao próximo e a natureza.

Sejamos seres ecológicos, já que também somos parte da natureza.


Assistam esse vídeo sobre a História das Coisas. Vale a pena!


É isso.
Abraço a todos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Produtos Orgânicos

Introdução ao sistema orgânico de produção

A utilização do sistema orgânico de produção exige conhecimento técnico em grau elevado. Para sua condução é fundamental conhecer as interações ecológicas e biológicas envolvidas na atividade agrícola, estar capacitado para manejar os ciclos de nutrientes, de modo a reduzir a dependência de insumos (adubos, fertilizantes, sementes) externos à propriedade.

A prática da agricultura orgânica requer muita mão-de-obra, seja assalariada ou familiar. Em países como o Brasil, onde há mão-de-obra em abundância, esse tipo de agricultura constitui uma excelente opção para ocupação de pessoas no meio rural, com a vantagem adicional de preservar a saúde do trabalhador rural e não causar danos ao ambiente natural.

As alternativas são muitas; além da produção agrícola também é possível obter alimentos orgânicos da produção animal. A oferta de produtos de origem animal vem crescendo e em breve já será possível encontrar laticínios, carne de frango e outros alimentos provenientes da pecuária orgânica. No país, já se praticam diversas culturas em sistemas agroecológicos. Vejamos, com mais detalhes algumas delas:


HORTICULTURA




A horticultura inclui todas as OLERICULTURAS (folhas, legumes, tubérculos, raízes , ervas e temperos), a FRUTICULTURA (frutas tropicais e temperadas) e a FLORICULTURA (flores para arranjos e flores comestíveis).

A horticultura orgânica está bastante difundida e vem conquistando cada vez mais os produtores convencionais e novos produtores. O produtor de horticultura convencional começa a se conscientizar sobre as vantagens de trabalhar com sistemas agroecológicos:

• preserva a sua saúde de sua família, por não utilizar agrotóxicos.
• produz alimentos e de qualidade, preservando também a saúde do consumidor.
• diminui seu custo na compra de insumos.
• aumenta o valor agregado de seu produto.

O sistema de produção pode ter os seguintes objetivos: produção exclusiva para auto-subsistência da família (hortas caseiras), produção para auto-subsistência com venda da produção excedente no mercado e produção voltada prioritariamente para a comercialização.

A produção orgânica de subsistência pode ser feita em alguns canteiros como também em áreas em pouco maiores. São pequenas hortas. Estas áreas podem variar de 100 ate 500 metros quadrados.

A partir de 1000 metros quadrados, pode-se considerar que a horta, além de produzir para a subsistência , poderá vender o excedente para o mercado e conseqüentemente obter algum recurso extra.

A produção orgânica em áreas acima de 5000 metros quadrados (meio hectare) ou um quadrado de 100 metros quadrados (+ ou – 1 campo de futebol), já pode ser considerada área apta a cultivo comercial. O tamanho médio de hortas orgânicas varia de 1 a 5 hectares.


GRÃOS E CEREAIS



Os grãos e cereais incluem alimentos como arroz, feijão, milho, soja, trigo, girassol, gergelim, lentilha, aveia e muitos outros. A tecnologia de produção de grãos e cereais orgânicos vem se desenvolvendo de forma acentuada e sua produção de grãos e cereais desenvolvida em pequena e larga escalas. Algumas regiões do Brasil estão convertendo seus sistemas convencionais para sistemas agroecológicos. Uma das principais razões dessa conversão é a necessidade de recuperação dos solos nas áreas que já foram plantadas de forma intensiva. Estas áreas necessitam de sistemas com um manejo racional que possam garantir a sua exploração a longo prazo.

A oferta destes produtos já atende, em parte, o mercado interno mas é para a exportação que a maior parte desta produção se destina. Os grãos e cereais são alternativas bastante interessantes tanto para o mercado interno quanto para exportação, visto que os produtos não são perecíveis e podem percorrer mais facilmente longas distâncias. O Brasil vem obtendo um padrão crescente de qualidade na produção de soja, trigo, feijão e arroz orgânicos, conquistando consumidores do país e do mercado internacional.

O mercado europeu é o mais promissor; a resistência ao grão transgênico, a preocupação com resíduos químicos nos alimentos e a necessidade de importação para suprir a demanda, vem gerando grande interesse do mercado europeu pelos grãos orgânicos, desde que certificados e produzidos dentro das estritas normas de produção agroecológica. Cabe ressaltar, contudo, que a exportação de produtos orgânicos exige profundo conhecimento das intrincadas normas, padrões e exigências relativas à qualidade e certificação, exigidas pelo Mercado Comum Europeu.


Fonte:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como tornar-se um produtor orgânico - Parte II

3 grupos distintos pedem passos iniciais diferentes



Ao iniciar uma produção agropecuária em bases agroecológicas, os interessados, geralmente, pertencem a três grupos distintos, cada qual exigindo passos iniciais diferentes. Vejamos:

a) Novos empreendedores, que pretendem adquirir uma propriedade.
Para estes, o primeiro passo consiste em procurar empresas ou profissionais especializados em agroecologia e gestão agropecuária, a fim de obter orientação técnica sobre localização da propriedade, aptidão agrícola da área, planejamento da produção e outros aspectos fundamentais para se iniciar a atividade.

b) Proprietários de áreas ainda não exploradas.
Além de seguir os passos descritos para o tipo "a" (exceto no que diz respeito à compra da área), estes produtores devem realizar um diagnóstico voltado para a produção agroecológica,. Esse diagnóstico é feito através de métodos modernos de análise e avaliação da propriedade, comportando um grande número de informações que, devidamente interpretadas, levarão o produtor a tomar decisões bastante seguras. A vantagem desse instrumento é a rapidez e o baixo custo se comparado às vantagens que propicia para o agronegócio a ser iniciado. Caso esse diagnóstico não demonstre viabilidade, recomenda-se uma reavaliação dos objetivos de exploração das áreas.

c) Proprietários de áreas agrícolas em sistema convencional.
Para iniciar a conversão do sistema convencional para o orgânico, estes produtores, com o auxílio de empresas e técnicos especializados, devem realizar o já citado diagnóstico específico para propriedades agroecológicas. Concluído o diagnóstico e respeitado o período de transição do sistema convencional para o orgânico, as áreas destinadas ao manejo orgânico deverão estar isentas de agrotóxicos e outras substâncias contaminantes (resíduos de indústrias, garimpos, por exemplo). Cabe ressaltar que, durante o período de transição o produtor também deverá procurar uma entidade certificadora para iniciar todo o procedimento necessário à obtenção do selo para produtos orgânicos.

Passos básicos para um produtor orgânico:

1º) Elaborar um Plano Estratégico para o agronegócio a ser desenvolvido, pesquisando dentro do cenário atual todos os aspectos referentes ao ambiente externo (país, estado, região, cidade) e interno (a propriedade em si) do sistema agroecológico. A base desse planejamento encontra-se na aplicação de uma visão holística (integradora, abrangente) do sistema agroecológico, que considera a inter-dependência de todas as suas dimensões: ambiental, cultural, econômica e social.

2º) Procurar na sua região agricultores, associações e demais entidades que já trabalhem com produtos orgânicos, a fim de obter as primeiras informações sobre os seguintes aspectos: aptidão e potencial dos produtos regionais para o mercado orgânico, logística de comercialização, formas de iniciar parcerias com os agentes locais.

3º) Definir uma estratégia comercial para a produção, procurando "vender antes de produzir". Para tanto, o produtor deverá fazer um estudo, verificando quais os produtos mais aceitos pelo mercado e quais os canais de comercialização que pretende atingir: feiras, supermercados, lojas, empresas distribuidoras, restaurantes. A escolha dos canais de distribuição em que o produtor pretende atuar (venda direta, terceirização, criação de sociedades) também faz parte deste processo.

4º) Elaborar um plano de manejo agroecológico para a sua propriedade, incluindo calendário agrícola, processos e insumos utilizados para cada cultura, os quais deverão respeitar as normas nacionais para produtos orgânicos. Este plano de manejo, será exigido pela entidade certificadora no momento em que o produtor realizar sua inscrição junto a ela.

5º) Se necessário, realizar a inscrição numa entidade certificadora de produtos orgânicos idônea, a fim de iniciar todo o processo necessário para a obtenção futura do selo de certificação.

6º) Seguir as normas de produção da entidade certificadora, buscando, ao mesmo tempo, atualizar as informações geradas por empresas, técnicos, universidades, instituições de pesquisa, e agricultores que trabalhem na área.
7º) Considerar a administração uma ferramenta básica para o sucesso da atividade: definir estratégias de médio/longo prazos, realizar orçamentos anuais controlando custos e prevendo receitas. Postura profissional é imprescindível para o produtor que pretende se manter no mercado de orgânicos, no qual a qualidade é a chave de todo processo de produção.

8º) Manter e criar novas parcerias, aprimorando as relações com todos os parceiros envolvidos na produção, distribuição e venda dos produtos orgânicos.


Fonte:

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Como tornar-se um produtor orgânico - Parte I

Pessoal, postarei aqui informações retiradas do site Planeta Orgânico, e aqui, em especial, colocarei os passos para o agricultor tornar sua cultura orgânica.

Vamos lá...



Razões para ser um produtor orgânico


Existem bons motivos para se tornar um produtor orgânico. É inegável, hoje, o impacto que a agricultura convencional tem exercido sobre o meio ambiente. Esse modelo agrícola é considerado o maior obstáculo a uma agricultura sustentável, pois os insumos químicos e as práticas que utiliza tem sido responsáveis por uma degradação intensa dos recursos naturais.
Empobrecimento do solo pelo uso continuado de fertilizantes químicos, erosão, contaminação das águas e do solo pelo uso de agrotóxicos, resíduos tóxicos nos alimentos são somente algumas conseqüências da agricultura moderna. Os prejuízos à saúde humana provocados pelo uso intenso de agrotóxicos tem sido comprovados por inúmeras pesquisas médicas. Trabalhadores rurais e suas famílias sentem de perto os efeitos da intoxicação pelo uso de substâncias químicas tóxicas.
Os resíduos de pesticidas nos legumes, verduras e frutas, a presença de antibióticos e hormônios de crescimento nas carnes em geral, a imensa variedade de aditivos utilizados na produção de alimentos tem sido motivo de preocupação crescente por parte do consumidor, que anseia por uma opção mais segura de alimentação. Nesse contexto, a agricultura orgânica torna-se uma solução muito mais saudável na produção de alimentos. Ela não é apenas uma alternativa à prática agrícola convencional, mas um imperativo ecológico e única forma de evitar os danos que a produção agroquímica vem causando ao meio-ambiente e à saúde humana.
Acreditar que, mais que alimentos, a agricultura produz relações dos homens entre si e dos homens com a natureza, conferindo a quem pratica essa atividade uma responsabilidade tanto na dimensão social quanto ambiental.



O Produtor de Orgânicos e sua Relação com o Consumidor


O produtor não deve se esquecer de que é o consumidor quem vai determinar a sua permanência no mercado. Por isso, suas necessidades e preferências devem ser respeitadas. Os produtos devem ter padrões de qualidade bem definidos. Os alimentos produzidos sob princípios agroecológicos já possuem excelente qualidade biológica, o que lhes confere uma qualidade interna melhor. Além disso, é desejável que os produtos orgânicos atendam também os parâmetros de tamanho e aparência do mercado, a fim de conquistar ainda mais a fidelidade do consumidor.


Fonte: